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Filmes de GĂȘneros para Roteiristas: o que vocĂȘ precisa saber para começar a escrever um roteiro de g

  • Jaqueline M. Souza
  • 18 de jan. de 2018
  • 10 min de leitura

Existem histĂłrias de todos os tipos: as assustadoras, as emocionais, as de aventura. E desde que as histĂłrias começaram a ser contadas, elas eram contadas assim, levando em conta o que narravam, mas tambĂ©m a sensação que despertavam em que as ouvia. A esses diferentes tipos de histĂłria o cinema costuma chamar de gĂȘnero. O uso da palavra gĂȘnero na literatura refere-se Ă  categorização de obras de acordo com caracterĂ­sticas anĂĄlogas de estilo, a forma e conteĂșdo. JĂĄ na GrĂ©cia Antiga, AristĂłteles, em a Arte PoĂ©tica, definia os gĂȘneros literĂĄrios em Épico ( do qual sĂŁo subgĂȘneros os Ă©picos, fĂĄbulas, epopeias, etc), LĂ­rico ( a poesia, a elegia, a ode, etc) e o DramĂĄtico ( a comĂ©dia, a tragĂ©dia, etc). Mas os gĂȘneros dialogam com seu tempo e foram sendo expandidos, se influenciando e se alterando.

"Assim, podemos afirmar que no contexto da cultura cinematogrĂĄfica, existe igualmente uma extensa herança, seja do ponto de vista analĂ­tico e crĂ­tico (que procura identificar as caracterĂ­sticas dos gĂ©neros, a sua delimitação, a sua evolução, as suas derivaçÔes, as suas hierarquias e, eventualmente, o seu desaparecimento) quer do ponto de vista criativo e cultural (na medida em que os gĂȘneros tendem a instituir-se em modelos ou fĂłrmulas artĂ­sticas facilmente reconhecĂ­veis, partilhĂĄveis e imitĂĄveis). Estando a delimitação e a caracterização dos gĂȘneros sujeitas Ă  constante mutação e hibridação dos mesmos, torna-se difĂ­cil atingir um consenso definitivo sobre os critĂ©rios e as fronteiras que permitem identificar e balizar cada gĂȘnero. No entanto, podemos afirmar, resumidamente, que um gĂȘnero cinematogrĂĄfico Ă© uma categoria ou tipo de filmes que congrega e descreve obras a partir de marcas de afinidade de diversa ordem, entre as quais as mais determinantes tendem a ser as narrativas ou as temĂĄticas."- GĂȘneros CinematogrĂĄficos de Luis Nogueira

É verdade que o gĂȘnero estĂĄ na base do cinema norte-americano e que por anos o cinema brasileiro relutou com os filmes de gĂȘnero, mas tambĂ©m Ă© verdade que nosso cinema tem gĂȘneros genuinamente nacionais (como a chanchada, por exemplo), tem diretores e roteiristas famosos por sua especialidade em filmes de gĂȘnero (impossĂ­vel nĂŁo citar ZĂ© do CaixĂŁo e entre os novos nomes Juliana Rojas) e tem no topo da lista de maiores bilheterias do paĂ­s, filmes de gĂȘnero. EntĂŁo, que isso nĂŁo sirva de desculpa para nĂŁo nos aprofundarmos em um conceito tĂŁo cinematogrĂĄfico.

Muitas vezes, nĂłs temos a sensação de reconhecer intuitivamente o que Ă© um gĂȘnero ou outro, mas para um roteirista, entender verdadeiramente os gĂȘneros e subgĂȘneros cinematogrĂĄficos Ă© um elemento fundamental na hora da escrita. Ao conhecer os componentes e convençÔes de cada gĂȘnero, um roteirista pode moldar sua ideia, ajudar no desenvolvimento de personagens e beats dentro da histĂłria, compreender sua narrativa pela perspectiva do pĂșblico e mesmo jogar com as expectativas do espectador.

"Em todas as narrativas, o uso consciente dos gĂȘneros cinematogrĂĄficos Ă© muito importante. GĂȘneros podem contribuir muito para a parte pesada da histĂłria. Como? Eles podem emoldurar e guiar a histĂłria. Cada um dos gĂȘneros cinematogrĂĄficos darĂĄ aos roteiristas ideias de tramas e arcos de personagens e construção de um mundo. Escolher os gĂȘneros ajudarĂĄ o roteirista a moldar personagens e pontos da trama, assim o desafio da pĂĄgina em branco pode parecer menos assustador – mais estruturalmente sĂłlido – e portanto, mais prazeroso no que o processo de construção se desenrola. Entender as expectativas do pĂșblico de cada um dos gĂȘneros, seus desejos por experiĂȘncias viscerais e intelectuais tambĂ©m ajuda. Parece simples? De certa maneira Ă© sim, desde que vocĂȘ compreenda toda a base – o formato clĂĄssico e “novo clĂĄssico” de cada gĂȘnero cinematogrĂĄfico – e aprenda a usĂĄ-los como alicerces enquanto criando as cenas e sequĂȘncias da narrativa cinematogrĂĄfica. O entendimento e implementação dos componentes do gĂȘnero Ă© uma excelente adição as habilidades do roteirista. As convençÔes e proveniĂȘncias histĂłricas de cada gĂȘnero especĂ­fico sĂŁo importantes para o roteirista que intenciona levar as histĂłrias cinematogrĂĄficos para novos territĂłrios." – Film Genre for the Screenwriter de Jule Selbo

O gĂȘnero Ă©, entĂŁo, a forma da histĂłria, uma macroestrutura que contĂ©m a estrutura geral do roteiro. Existe uma grande variedade de gĂȘneros: musical, comĂ©dia, aventura, road movie, policial, ficção cientĂ­fica, etc (e nĂŁo existe uma unanimidade dos autores quanto a todas as possibilidades de gĂȘneros). Cada um deles tem suas prĂłprias convençÔes, caracterĂ­sticas dramĂĄticas em comum diretamente ligadas Ă s expectativas do pĂșblico.

Quando vocĂȘ ouve falar que um filme Ă© do gĂȘnero “ação”, que elementos ou situaçÔes vĂȘem a sua cabeça que vocĂȘ espera encontrar nesse filme? E em um filme de terror que sensação ou sentimento vocĂȘ espera passar ao longo das 2 horas de sessĂŁo? Que temas vocĂȘ espera ver discutidos em filmes de western? Essas convençÔes de cada um dos gĂȘneros atuam tanto nas caracterĂ­sticas dos personagens e suas funçÔes e na forma dramĂĄtica, a estrutura.

Os elementos chaves de cada gĂȘnero, criando seu vocabulĂĄrio prĂłprio, envolvem para os roteiristas:

  • Os personagens;

  • Tramas, situaçÔes, questĂ”es e temas;

  • LocaçÔes e panos de fundo;

  • Adereços, sĂ­mbolos, iconografia e significantes;

  • MĂșsica e sons

"Depois de um esboço de definição, precisamos de um conjunto de critĂ©rios para a identificação de um gĂȘnero. Se aplicarmos – como usualmente se faz – critĂ©rios de ordem essencialmente narrativa na categorização genĂ©rica das obras cinematogrĂĄficas, podemos identificar aquilo que designamos por gĂȘneros clĂĄssicos como o western, o drama, o musical, o terror, a ação ou o film noir, cujos elementos se manifestam recorrentemente e nos permitem um fĂĄcil reconhecimento das caracterĂ­sticas da histĂłria (o que se conta) e do enredo (o modo como se conta): as situaçÔes e padrĂ”es narrativos, a tipologia e perfil das personagens, a morfologia e semiĂłtica dos locais, os temas abordados, a Ă©poca dos acontecimentos, a iconografia e a simbologia dos adereços e objetos, bem como opçÔes estilĂ­sticas convencionais ao nĂ­vel da mĂșsica, da montagem ou da fotografia, sĂŁo aspectos essenciais dessa caracterização. Falamos entĂŁo de uma classificação estrita dos gĂȘneros." -GĂȘneros CinematogrĂĄficos de Luis Nogueira

Apesar disso, filmes de um mesmo gĂȘnero podem ser completamente diferentes, por trazer distinçÔes narrativas no tom utilizado, no estilo (e abordagem), pela interseção com outros gĂȘneros ou pelo uso sintĂĄtico ou semĂąntico que compĂ”e o gĂȘnero.

“Embora exista um acordo geral sobre a fronteira exata que separe a semĂąntica das visĂ”es sintĂĄticas, podemos, no seu conjunto, distinguir entre definiçÔes genĂ©ricas que dependem de uma lista de traços comuns, atitudes, personagens, planos, locais, conjuntos e similares - assim enfatizando os elementos semĂąnticos que compĂ”em o gĂȘnero - e as definiçÔes que representam, em vez disso, certas relaçÔes constitutivas entre marcadores de posição nĂŁo designados e variĂĄveis - que podem ser chamados de sintaxe fundamental do gĂȘnero. A abordagem semĂąntica enfatiza os blocos de construção do gĂȘnero, enquanto a vista sintĂĄtica privilegia as estruturas nas quais estĂŁo dispostas” - A Semantic/Syntactic Approach to Film Genre de Rick Altman

Resumidamente, alguns filmes sĂŁo de um determinado gĂȘnero por trazer elementos comuns a esse gĂȘnero. Por exemplo, As loucas aventuras de James West tem um personagem comum ao gĂȘnero, um pistoleiro, em um local comum ao gĂȘnero, o velho oeste americano, com cenĂĄrios comuns ao gĂȘnero, o regiĂŁo de divisa, ĂĄrida e seca. Por isso, o filme pode ser considerado tambĂ©m um western (na realidade Ă© um hĂ­brido jĂĄ que mistura o gĂȘnero do western com a comĂ©dia). BanzĂ© do Oeste tambĂ©m Ă© hibrido, mas que no lugar do screwball comedy ( algo como comĂ©dia maluca), leva a parĂłdia e a sĂĄtira para o western. Mas, conceitualmente o western vai alĂ©m de homens armados em um cenĂĄrio ĂĄrido. O que mais entĂŁo seria necessĂĄrio para definir um gĂȘnero?

“Na verdade, seria vĂŁo o esforço de reduzir a essĂȘncia do western a qualquer um de seus componentes manifestos. Os mesmos elementos sĂŁo encontrados em outras partes, mas nĂŁo os privilĂ©gios que nĂŁo a forma. As cavalgadas, as brigas, homens fortes e corajosos numa paisagem de uma austeridade selvagem nĂŁo poderiam ser suficientes para definir ou resumir o charme do gĂȘnero. Tais atributos formais, pelos quais o western comumente Ă© reconhecido, sĂŁo apenas os signos e sĂ­mbolos de sua realidade profunda, que Ă© o mito. O western surgiu do encontro da mitologia com um meio de expressĂŁo: a Saga do Oeste existia antes do cinema nas formas literĂĄrias e folclĂłricas [...].” - O western ou o Cinema Americano por ExcelĂȘncia de Andre Bazin

O trecho acima, presente na coletĂąnea O Que Ă© o Cinema? fala sobre o western, mas poderĂ­amos fazer a mesma relação com qualquer outro gĂȘnero. O gĂȘnero Ă© mais do que iconografia, uma lista de referĂȘncias imagĂ©ticas a serem cumpridas, ele Ă© tambĂ©m o que se conta e como se conta. Essa compreensĂŁo conceitual dos gĂȘneros Ă© essencial para a escrita de filmes de gĂȘneros. John G. Cawelti, autor e estudioso dos gĂȘneros de detetive e western, localiza o western como “sempre ligado ou perto de uma fronteira, onde o homem encontra seu duplo incivilizado. O Western, portanto, ocorre na fronteira entre duas terras, entre duas eras, e com um herĂłi que permanece dividido entre dois sistemas de valores (pois ele combina a moral da cidade com as habilidades dos fora da lei)”. Essa leitura sintĂĄtica, entende as relaçÔes estabelecidas entre os elementos da trama como parte fundamental dos gĂȘneros. E Ă© isso que permite que um filme como Fargo, passado em uma regiĂŁo gĂ©lida e sem muitas das referĂȘncias visuais do gĂȘnero, mas com uma trama de divisa entre dois mundos e com uma personagem procurando foras da lei, seja considerado por muitos um western. O mesmo acontece com Wild River.

Outro exemplo de como o gĂȘnero vai alĂ©m da presença de personagens e iconografias estanques sĂŁo os monstros. Figuras recorrentes nos filmes de terror, eles tambĂ©m podem estar presentes em outros tipos de histĂłria, sendo a diferença principal a relação estabelecida entre os personagens.

"No entanto, ainda que se possa sustentar que um monstro ou uma entidade monstruosa seja uma condição necessåria do horror, tal critério não seria uma condição suficiente. Ha monstros em todo tipo de histórias- como contos de fadas, mitos e odisseias- que não estamos propensos a identificar como horror. Se quisermos explorar de modo proveitoso a sugestão de que monstros são centrais no horror, teremos de encontrar uma maneira de distinguir a história de monstros das meras histórias com monstros, como os contos de fadas. O que parece servir de demarcação entre as histórias de horror e meras histórias com monstros, tais como os mitos, é a atitude dos personagens da história em relação aos monstros que deparam. Nas obras de horror, os humanos encaram os monstros que encontram como anormais, como pertubaçÔes da ordem natural. Nos contos de fadas, por outro lado, os monstros parecem fazem parte do mobiliårio cotidiano do universo." A Filosofia do Horror de Noel Carrol

EntĂŁo, ao lado das questĂ”es iconogrĂĄficas que podem ser trazidas para cena, deve-se pensar na relação dos personagens/elementos entre si e nos papeis que desempenham dentro da trama e nas conflitos desenvolvidos. Jule Selbo faz um breve apanhado nas promessas de conflitos dos gĂȘneros e que afetos eles despertam no pĂșblico:

“Um gĂȘnero promete uma jornada que o espectador/leitor do roteiro quer experienciar. ComĂ©dias exploram o irĂŽnico ou o bobo ou o satĂ­rico ou as fragilidades cĂŽmicas da condição humana e promete despertar risos. Dramas examinam seriamente a condição humana do homem comum e da mulher comum. O gĂȘnero de terror promete tramas onde forças ou personagens malignos incomodam a ordem do mundo; o pĂșblico quer ser convencidos que abaixo da superfĂ­cie da normalidade hĂĄ um mundo de perigo e malevolĂȘncia que pode ser perversamente destrutivo se libertado. Eles querem gritar, sentir ansiedade, se contorcer e experimentar altas doses de adrenalina liberadas pelo medo. O gĂȘnero Western clĂĄssico promete um olhar para o passado (Estados Unidos entre a Guerra Civil e 1990) e para uma nação e grupo de personagens que estĂŁo lutando, na maioria dos casos, por justiça e/ou um senso de liberdade pessoal em espaços selvagens abertos. Romances prometem examinar a veracidade, força e/ou propĂłsito de de fortes conexĂ”es amorosas – hĂĄ expectativas do pĂșblico de empatia e simpatia, um convite para chorar por um amor frustrado. O gĂȘnero do desastre promete examinar reaçÔes humanas perante grandes destruiçÔes e possĂ­vel aniquilação. O gĂȘnero de aventura promete apresentar um objetivo aparentemente impossĂ­vel e personagens que vĂŁo aceitar o desafia de alcança-lo. Cada um desses gĂȘneros cinematogrĂĄficos e outros gĂȘneros clĂĄssicos prometem (para o pĂșblico) uma certa experiĂȘncia. Se a histĂłria nĂŁo entrega, o pĂșblico desapontado se sente irritado, angustiado e as vezes atĂ© raiva. Isso Ă© muita pressĂŁo para o “gĂȘnero”, uma palavra de origem Francesa que antes denotava simplesmente “tipo” ou “categoria”, mas que agora tomou um lugar muito mais importante no lĂ©xico da narrativa cinematogrĂĄfica” – Film Genre for the Screenwriter de Jule Selbo

Mas, os gĂȘneros mudam. Seja por questĂ”es sociais de cada era, seja por novas tendĂȘncias lançadas por filmes de sucesso, seja por estarem na moda no momento ou nĂŁo. GĂȘneros sĂŁo estruturas orgĂąnicas que dialogam com o seu tempo e que pode mudar suas convençÔes, suas caracterĂ­sticas e atĂ© sua presença no imaginĂĄrio popular.

"A onda recente de filmes bem-sucedidos de horror fala com uma sociedade que sofre sentimentos de vulnerabilidade, medo e pavor constantes, desamparo, paralisia, frustração e raiva. Como todos os gĂȘneros, o horror entra e sai da moda. Agora estĂĄ na moda. E, como todos os gĂȘneros, o horror reescreve suas convençÔes em reação Ă s mudanças de atitudes e valores da sociedade." The Pleasures of Horror de Mckee Story

Quando bem compreendidos, os gĂȘneros podem ser manipulados, deslocados, desconstruĂ­dos, mixados para revelar novas formas e roupagens. A uniĂŁo de gĂȘneros distintos pode ter resultados surpreendentes. Blade Runner misturou a ficção cientĂ­fica com o film noir e criou um clĂĄssico cult. PĂąnico misturou o horror com a parĂłdia ( no sentido estrito do gĂȘnero) e reinventou o terror, entĂŁo em baixa nos anos 90. Corra! mistura o horror com a sĂĄtira para levantar discussĂ”es sobre o racismo e a apropriação cultural. JĂĄ o deslocamento de um simples elemento pode mudar completamente a trama e trazer frescor ao gĂȘnero. Alien seria mais um filme Monster in the House (classificação utilizada pelo Blake Snyder para um tipo de filme de horror), se nĂŁo fosse deslocado para o espaço, o que por si sĂł aumenta a angĂșstia do espectador jĂĄ que fugir no espaço nĂŁo Ă© algo viĂĄvel. O Casamento do Meu Melhor Amigo ilustra que atĂ© um dos gĂȘneros mais imutĂĄveis do cinema, a comĂ©dia romĂąntica, pode ser subvertido, adeus personagens caricatos, olĂĄ anti-heroĂ­na romĂąntica. Todo Mundo Quase Morto trouxe novos ares ao propor uma comĂ©dia de ação, ambientado em um apocalipse zumbi. A lista poderia ser infindĂĄvel.

A melhor maneira de entender os gĂȘnero Ă© estudĂĄ-los e escrevĂȘ-los. Leia alguns livros sobre o gĂȘnero que deseje trabalhar, assim como assista filmes dentro de seu gĂȘnero especĂ­fico e subconjunto de gĂȘnero. Anote o que eles tem em comum, o que eles tem de diferente, faça breakdown estudando a estrutura. Essa capacidade de conseguir identificar os elementos e temas de cada gĂȘnero serĂĄ eficaz na hora de escrever, trazendo tons, atmosferas e abordagens que vĂŁo alĂ©m do clichĂȘ e chegam na gĂȘnese dos grandes gĂȘneros. Isso tambĂ©m ajudarĂĄ a entender o que jĂĄ foi feito, criando ideias mais originais, alĂ©m de permitir subverter o gĂȘnero, quebrando as convençÔes ou misturando gĂȘneros de forma nova e surpreendente.

Boa escrita!

 
 
 
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